
Não, eu não estava presente, tampouco contente quando a imagem da Ju se congelou e se transformou em um arquivo, quase que sem reputação. Predicado de saudades, hoje. E como rima com coração, tal partícula da anedota! Ainda paro p´ra pensar no ontem vazio, sem remédio, sem cura, sem sorrisos sinceros. Não havia justificativa fiel para as minhas derradeiras insônias. Eu era um ser abjeto, quase sem destino colorido; que pintava vilezas nos sentimentos alheios. Fui domesticado pela puerilidade, que o amor condenou. Passo bem, pode acreditar. Ando solto, feito bicho do mato. Escuto altercações, lá no íntimo, deste sentimento que me apoderou. Às vezes luto comigo mesmo, mas perco para o legítimo que a Ju construiu. Plantei-a no interior do meu ser, e ela parece nunca mais definhar. A natureza é um dogma que contestarei sempre que a Ju crescer, dentro do meu âmago, como vem, corriqueiramente, acontecendo.
Lembro-me de Nabokov; por que será? Foto da Ju sem chupeta. Ela não tem cara de neném?
Escrito por Leonardo Cattoni às 22h39
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