Ainda acordo com saudades. Não sei de quê. Culpa do sono entorpecido de despertar, que me deixa sem saber do que realmente não tem importância.
A menina do anel, de lua e estrela, raios de sol no céu da cidade, chegou a minha porta em plena aurora, pedindo côdea, querendo o meu coração em pedaços. Deixei-a servir de mim.
Sou muito enjoativo, ela diz.
Agora estou sem coração. Saudades, saudades, saudades...
Caminho sozinho; passo despercebido, como a Lua insone no céu do dia.
Brinco com o universo de esconde-esconde.
Ninguém nunca me achou. Acho que nem eu mesmo.
Escrito por Leonardo Cattoni às 17h33
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