Meu nome é Gal!


Vão ler outras merdas por aí!

Esse último texto me rendeu alguns e-mails. Até e-mail de ex me xingando teve. Recebi xingos também por decretar o meu ódio pela minha 'ausência' em uma data que para muitos é, digamos, especial, por conta de uma tecnologia atrasada.

Enfim, cansei dessa formalidade toda. Não está com nada. Adorei os e-mails! De agora em diante terão nos meus textos as palavras buceta, cu, porra, puta, punheta. E aí, cambada, se não gostaram desse último texto aí, fodam-se!

Não são obrigados a estarem aqui, e no mais, vão tomar no cu! ( risos )...



Escrito por Leonardo Cattoni às 08h05
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Namorar dá Azar ( Esse texto é culpa de Bukowski )

Cheguei a uma conclusão que não sirvo para namorar.

Relato tudo aqui. Quando eu tinha quatorze anos comecei a ter um caso com a Albuquerque. Ela era mais velha do que eu três anos. Eu, com quatorze e ela, com dezessete. Ficamos juntos quase um ano. Quando resolvemos oficializar o caso, o caso terminou. Albuquerque tirou carteira de motorista e comprou um Escort conversível. Trocou-me pelo carro.

Depois, bem mais tarde, conheci uma guria na escola. Ibañez era linda, alta. Sentava na minha frente e vivia mexendo o cabelo. Mulher tem desse negócio de ficar mexendo no cabelo quando está afim de um cara. Ibañez pega meu telefone com Juliana e me liga. Ficamos mais de quatro horas no telefone. Juro! Ela me pediu em namoro e eu aceitei. Namoramos uma semana exata e terminamos. Tempo depois, num bar qualquer, conheci Gigliotti. Ficamos juntos durante dois anos. Namoramos feito adultos. Assumimos um compromisso sem querer compromisso algum. Em janeiro de 99 Gigliotti resolve me dar de presente uma aliança de prata. Aquela coisa imbecil que demarca propriedade. Confesso que fiquei feliz. “Ela me ama!” Nas férias de janeiro cada um tomou seu rumo com as viagens. Fui para um canto e Gigliotti para outro. Na volta, quase um mês depois, terminamos. Em 99 eu conheço Pantuzza. Começamos a nos envolver, até que uma vez ela me manda uma carta com uma canção do Caetano, dizendo um monte de coisas piegas. Retribuí com outra carta que continha letras do Caetano. Quando íamos oficializar o negócio, quase três meses depois, a gente termina. No carnaval de 99 recebo um telefonema. Era num domingo, próximo do carnaval.

Do outro lado um sotaque meio baiano dizia: “Paim mandou lhe chamar pra passar o carnaval aqui em casa.” Eu já tinha compromisso de viajar com a minha família. Resolvi não ir. Rocha entendeu e desligou quase que na minha cara. Creio que nessa época eu estava com Pantuzza.

Engraçado o meu primeiro encontro com a Rocha. Eu ainda estava com Gigliotti. Aproveitei um final de semana e fui a uma cidade na puta que pariu pra me alistar. Não queria pegar exército. Eu era cabeludo na época, e, portanto, prato cheio para os manda-chuvas camuflados. Na época o Marquinhos, amigo meu, pegou sem querer aquela merda. Foi fazer o tal do exame médico e o Dr. perguntou: “E aí, sofre de alguma doença?”  Marquinhos querendo se livrar, cai na armadilha: “Bom, Dr., eu tenho insônia.” Minutos depois algum superior diz: “Mas que maravilha! precisamos de um vigilante”.

Então, pra eu não me arriscar, resolvi fazer uma viagem longa. Cheguei à casa de meu pai, numa cidade próxima da que eu ia me alistar. Na época meu pai era candidato a deputado. A casa ficava cheia de pedintes. Uns fedendo cachaça, outros cheirando suor, e quase todos melados por conta do calorão, me abraçando, e eu, fazendo cara de contente. Foi então que me apareceu um camarada que morava na tal cidade vizinha, aonde eu ia me alistar. Conversou comigo e disse: “Sou primo de quarto grau do teu pai. Somos primos! Você precisa conhecer as suas primas. Elas são lindas!”  Dei um sorriso e entrei no banheiro para escovar os dentes. “Que merda!” – pensei.

Resolvi almoçar e seguir viagem. Fui para a tal cidade que nunca tinha ido antes. Cidade pequetitinha e fudida. Um sol rachando e eu lá, querendo fugir de uma preparação, de um treinamento para uma eventual guerra, onde eu teria que defender a merda de meu país. Foi então que me veio o tal primo quarto de meu pai. Andando debaixo do sol de rachar, com panfletos de campanha eleitoral na mão, me avistou de longe e gritou: “Vem cá, rapaz! Venha tomar um café e conhecer suas primas.” Eu queria cigarros. Como não fumava perto de meu pai, resolvi pedir cigarro para o primo quarto dele. “Lá em casa tem um pacote de cigarros. Dou-lhe um maço!”

Beleza! tudo tem o seu preço, e o meu era um simples cigarro que se transformou em um maço. Dei o último lance no leilão sem fazer esforço! (continuação abaixo)



Escrito por Leonardo Cattoni às 22h36
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...

Chegando lá, o cara me coloca um café, vários pães de queijo e grita: “ Crystianne e Cryslanne, venham conhecer o seu primo!”

"Puta que pariu! 'Cryslanne'?"- pensei. E lá me vem Cryslanne, linda de morrer. Cabelo liso e longo, quase da minha altura e com uma bunda farta. Ela tinha acabado de sair do banho. Depois me aparece Crystianne, idêntica a primeira. “Puta merda! Duas?” Eram gêmeas. Bem, depois disso a cidade fudida passou a ser bacana. Acomodei-me na cadeira, bebi mais café e fumei vários cigarros. Ia ter uma festa na cidade, as duas me convidaram e eu resolvi ficar. À noite Gigliotti me liga: “E aí, amor, não volta hoje? Resolveu ficar?” Fiquei num silêncio profundo por quase um minuto, pensando nas primas gêmeas. “Pô, Gigliotti, eu não volto hoje. Deu uns problemas lá no negócio. Parto amanhã, mas vou logo avisando que estou morrendo de saudades e que isso aqui está uma verdadeira merda”. Gigliotti ficou feliz, e eu me livrei de qualquer suspeita.

Mais tarde eu resolvo ir à festa da cidade. Um monte de gente dançando na rua, feito macacos dopados de circo. Parecia carnaval fora de época. Bebida rolando e eu privado de beber. Sabe como é! ser filho de candidato é uma merda. Privam-nos de um monte de coisas. A gente tem que andar na linha. Fico sozinho durante quase duas horas, até que me aparece uma guria, não sei de onde, e me pergunta se eu era mesmo filho do meu pai. Sim, sou - eu disse.

Ah, está gostando daqui?- perguntou ela. Pô, eu era filho de um candidato que estava no teu reduto eleitoral. - Claro, estou adorando!- eu disse. – Gostou de alguma menina aqui? ( perguntou isso morrendo de rir.) Sim, gostei de duas primas. Viu elas aí? – Quem? – Umas gêmeas aí. –Ah, sim! As kikiu, né! “Puta merda! ‘Kikiu’”? Bem, deve ser.

De repente aparecem as duas. Lindas e sérias, do jeito que eu gosto. A guria me chama as duas, as colocam na minha frente e pergunta: Qual você quer conhecer? –Eu já conheço as duas. São minhas primas. –Não seja bobo, você sabe o que estou falando! –Bem, qualquer uma, oras, são idênticas. - Porra! Fudi com o negócio. Perdi as duas.

Foi assim que conheci a Rocha. Não é que três meses depois a Rocha me liga chamando pra passar carnaval na casa dela!

Ficamos cinco anos juntos. Um recorde nunca mais batido. Esses dias eu recebo um e-mail da Rocha. E-mail gigante, quase sem fim. Contava a sua vida e tal. No final me intima a um encontro. Diz que tem um monte de pertences meus na casa dela e me convida pra sair e conversar. Quer saber por que deu errado o nosso relacionamento. “Porra, cinco anos juntos é a prova cabal de que tudo deu mais do que certo.” Não disse isso, pedi apenas para ela me ligar.

Fiquei quase um ano sozinho. Sentado na frente deste aqui, lendo um monte de livros e batendo punheta de vez em quando.

Até que saio na madrugada com o meu primo, usando pijama, pra fumar um. Meu primo me leva a um bar. Cheguei lá e conheci uma guria. Puxei papo com Procópio e começamos a conversar. Procópio me nega um beijo de primeira. Diz que vai ao banheiro e que, na volta, decide se vai ou não me beijar. Pô, eu já comecei a bochechar com cerveja pra tirar o bafo de cigarro. A indecisão pra mulher é a certeza para o homem. Esperei o beijo ganho e de tabela fui convidado para assistir a uma peça teatral onde ela ia atuar. Fui ao teatro, assisti à peça e levei um fora na saída.  Fui de imediato para a casa de meu primo fumar um e comemorar o fora levado. No outro dia acordo com um e-mail de Procópio. Depois disso saímos. Procópio ficou puta com algo e resolveu sumir do mapa. Oito meses depois encontro com Procópio. Voltamos a sair. Ficamos um bocado de tempo juntos. Tempo depois, no telefone, Procópio deixa claro que estamos namorando. Poucos dias depois, dormimos juntos ( literalmente ) e Procópio foi embora sem nunca mais voltar.

Até que encontro uma ex. Diniz me chama para ir à fazenda dela passar o feriado. Nem pensei e me mandei pra lá. Era aniversário de Procópio e eu estava lá, ilhado com a Diniz.  Porra, não tinha nem como eu ligar. Eu estava na puta que pariu, longe de tudo. Sem sinal de nada, muito menos de celular.

Já faz um tempo que ando saindo com a Diniz. Sexta-feira passada, num bar, Diniz segura minha mão e pergunta: Estamos namorando? - Porra, Diniz, não me pergunte isso! A resposta é não, não estamos namorando. – Você gosta mesmo de mim, Leonardo? – Pô, gosto tanto de ti que, se aceitar namorar contigo hoje, amanhã a gente termina.



Escrito por Leonardo Cattoni às 22h36
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