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Diogo Mainardi está na moda

Eu não sabia o quanto Diogo Mainardi era admirado. Só fui perceber através do Orkut. Boa parte de meus friends são membros da comunidade "Diogo Mainardi". O impressionante é que são pessoas de carne e osso, e em butecos, eu sempre puxo algum papo 'mainardiano' e nem tchum. Muita gente que é membro da comunidade "Diogo Mainardi", é também da "Eu amo o Brasil"; "Eu acredito no Lula". Vou criar uma comunidade para esses admiradores de Mainardi. Será assim: "Eu sou de Cuiabá, e daí?!"
Desses meus friends-orkutianos de carne e osso, muitos não são leitores da Veja, inclusive alguns - a maioria - me dizem o tempo todo que Veja não é revista pra se ler. A maioria também não assiste o Manhattan Connection, e dessa maioria, a maioria desconhece a existência da mesma. Será que leram os romances de Mainardi? Ou será que são fãs de seus filmes? No A Tapas e Pontapés, Diogo Mainardi, numa das colunas que faz parte da coletânea de colunas, relata um episódio do Casseta e Planeta: "Se quer esconder de alguém, que se esconda dentro dos livros de Mainardi."
Vai ver os meus friends-orkutianos estão escondidos nos romances de Mainardi. Contra o Brasil tem 213 páginas. Bom esconderijo! Eu ainda não encontrei ninguém.
"Stefan Zweig, a propósito da implantação de culturas estrangeiras no país, disse 'que nada é mais típico do brasileiro do que o fato de ser um homem sem história. Todos os valores civis foram importados pelo mar. Nem os esforços mais patrióticos e ambiciosos conseguiram individuar uma contribuição dos aborígines nus e antropófagos à civilização brasileira'".
O que são aborígines? ( gargalhadas )...Estou nesse trecho do livro.
Continuem lendo Mainardi, usando camisetas verde-e-amarelo e dizendo: Eu admiro Diogo Mainardi! ;)
Equilibrando-se num All-Star e tragando um delicioso Marlboro, com uma coca-cola gelada na mão direita, depois de um lanche gostoso no Mcdonalds, fica mais fácil dizer: "Eu odeio o imperialismo norte-americano!"
E gritem comigo: Viva Mainardi!
Escrito por Leonardo Cattoni às 23h05
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Carta para Valéria aqui e acolá
Se nada existe de absolto, então nem isso aqui existe. Se Machado de Assis, que nem herdeiro queria ter, e considerado por nós, brasileiros, órfãos de tudo que se preza, o maior escritor niilista construtivo que tivemos, durante toda a história dos mais de quinhentos anos, sendo ele negro, autodidata, impatriótico e tudo mais, o que será de um Best-Seller feito o Paulo Coelho, que acredita até em duendes? E confesso, "Guilhotina", que eu nem morro de amores pelo Machado de Assis. Prefiro, mas, muito mais na frente o Eça, que dizia que aqui, no Brasil, a gente deveria ser um povo rural, e não uns metidos a doutores. E todos eles comiam, se acasalavam, bebiam cerveja, se cobriam e o diabo! Aqui, nesse país tropical, há um processo de atrofia intelectual que me deixa com o raciocínio escasso para respondê-la à altura com tão poucas palavras, como desejas.
Mais uma herança de nossa cultura: a preguiça descomunal de ler um monte de letras despejadas por um tolo que nem lacônico consegue ser. Mas, nem é tão ruim não. É até uma virtude, Guilhotina. Quantas milhões de vezes eu fechei o livro na metade, abandonei uma entrevista na quinta pergunta? Na última carta de seu ídolo, Kurt Cobain, ele cita algo, creio que do Neil Young, que exemplifica isso: "É melhor queimar do que deixar apagar aos poucos". Espero que tu, que és a luz na minha ociosidade, que me traz e me faz matutar linhas tortas, não me abandone! Não tem trabalho mais prazeroso que nos destruir. A contradição é a coisa menos contrária de nós, seres humanos. Adoro também destruir o que eu amo, para correndo, buscar emenda, conserto e remédio.
Somos assim! Depois de dias afastados, eu me surpreendi, quando, na tua chegada, escreveu num espaço público, que me amava. Só depois fui entender com o que lho escrevo agora. Tem um pensamento, creio que li em Crime e Castigo, numa carta que a mãe de Raskólhikov escreveu a ele, que diz tudo que eu deveria ter dito aqui, sem esse monte de blábláblá: "Do dizer ao fazer leva uma grande distância."
Beijos, todos!
Escrito por Leonardo Cattoni às 22h31
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Mais um Blog
Além de ter um blog comigo mesmo, um outro com a Valéria (Chuva), um que nem mais me tem, mas que ainda é lido, e mais dois com gurias que moram fora do Brasil e que me proibiram de revelar por conter pornografias ( risos ), eu criei mais outro. "Jornal de Meia-Tigela" é o jornal que não é vendido e que ninguém leria se acordasse com um na porta de sua casa. Pelo menos as janelas das casas ficariam limpas. Ou senão serviria de embrulho para as merdas que os cães fazem.
Notícias que envolvem política e derivados. Fiquem tranqüilos que assunto é o que não me falta. Ah! Está pra sair no jornalzinho de Salinas desse mês um artigo meu. Fiquei feliz com a notícia. Uma pena não ter como colar ele aqui, mas o artigo já foi escrito no blog, então, nada de novo.
Abraços!
O endereço do meu último Blog é: http://jornaldemeiatigela.blogspot.com/
Escrito por Leonardo Cattoni às 01h31
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Chove lá fora, e aqui dentro, um ser entorpecido, resolve escrever asneiras para o tempo passar e a Chuva chegar
Cheguei faz pouco tempo. A segunda coisa que fiz quando eu entrei em casa foi ligar o pc. A primeira coisa foi entrar em casa, claro. Eu me agarrei a uma conclusão: Eu sou mesmo um nerd. Não tem como negar. Eu me rendo!
Mas não sou o único, sou?!? : )))) Aqui dentro eu sou protegido. Temos um sindicato!
Resolvo entrar no MSN, e nada! Tudo fechado por lá. Até parece que é o domingo do povoado que beira a estrada da fazenda. O comércio do povoado fica fechado à semana inteira, e domingo entra em greve.
Entro no Orkut e vejo uma mensagem de Diniz. Penso no que responder e respondo sem pensar. Tudo bem!, ela é compreensiva.
Aproveito e fuço um monte de comunidades no Orkut. Sempre é bom ver as opiniões esdrúxulas alheias. Encontro uma comunidade que me faz rir. ( isso faz pouco tempo - ainda me há resquícios de um riso comprido: lágrimas nos olhos )...Sabe como chamava a comunidade? “Eu nasci no dia do meu aniversário!” Fiquei a matutar como um indivíduo bola um negócio desses. O que será que ele fica pensando? Deve fazer feito os presos norte-americanos, que colam chicletes no teto para verem coisa diferente e pra não verem o tempo passar. Aqui no Brasil é diferente. Os detentos vivem fazendo rebeliões. E quando as rebeliões acabam já se passaram uma semana. Mas esse indivíduo, criador da tal comunidade, deve ser um desempregado, fudido e que tem mais tempo do que eu para fuçar na net e folhear livrinhos. Sim, eu o invejo!
Depois, mais tarde, quando a graça do Orkut foi vencida pelo cansaço de rir, eu caço Chuva, que cai lá fora. A noite foi chuvosa. Chuva é uma merda! Eu até gosto de chuva, mas o problema é dirigir com ela. É muita raiva que a gente passa. Não que eu dirija mal na chuva, não é isso. Os acidentes ficam constantes e visíveis. ( e olha que o meu desejo de criança era ver um carro se esmagar com outro! ) Eu nunca tinha visto porque sempre estava dentro do carro acidentado.
Hoje eu sempre vejo acidentes em dia de chuva. Parece que estou num parque de diversão, brincando de "bate-bate". Só que a brincadeira sofre pequenas alterações. Nessa a gente tem que desviar dos carros, e o ingresso não é vendido. A outra raiva que eu passo é antes de sair na chuva. O carro sempre está na reserva! Aquela luzinha vermelha do painel me cega. Minha irmã é a culpada! Ela acha que carro é como celular, que vem com carregador , pra carregar depois de consumido o combustível do iêiêiê.
Ah! voltando ao assunto...eu queria conversar com a Chuva. Queria dar o desconto de hoje à tarde. Marquei com ela, mas ela foi para o Jardim Botânico, fotografar colada numa casa de macacos. Vai levar multa, dona Chuva! Não podem tocar nas árvores! A Chuva me disse isso hoje. Nem acreditei. Só os macacos, que fazem parte da natureza, podem tocar nas árvores, os humanos não.
Chuva diz que vai chegar de manhã. Pode ser que sim, mas não vou esperar. É bem possível também que eu findo esse texto daqui umas dez horas. Não não, vou adicionar mais uma hora aí. Eu preciso almoçar. E também tenho que adicionar mais horas, caso a Chuva compareça. Pensando bem, corre mesmo o risco de eu me encontrar com ela.
Realmente, quando a gente fuma, a gente fica lerdo. Nem consigo mais caçar a Chuva. Gasto toda a minha concentração me concentrando na caça às teclas para teclar isso daqui! Não tenho coordenação motora e o treco piora a situação. Por falar nisso, coordenação motora me lembra dança. É que eu não tenho coordenação para dançar e conversar ao mesmo tempo. Se alguma guria me convidar para dançar e eu me render, vou logo avisando que vai passar raiva. Eu danço com os olhos fechados e me concentro tanto nos passos, que se tiver tocando alguma música - o que é obviamente óbvio de estar acontecendo - e a música findar, eu continuo, parecendo um robô com apenas um programa na memória.( continuação abaixo )...
Escrito por Leonardo Cattoni às 06h28
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...Continuação
Diniz diz que vai me ensinar a dançar. Já a cortei. Eu já danço sem canção todos os dias. Com canção fica impossível.
Dança me lembra aqueles rituais indígenas. Lévi-Strauss gostava de dançar com os índios pra ficar rindo. Ele era antropólogo! E também gozador. Ele devia achar uma coisa bizarra, mas fingia que era 'legal' pra não desmerecer o seu amigo, Getúlio Vargas, e dizer que o trabalho dele, como fundador de uma Universidade Federal em São Paulo, e de um estudioso de tribos indígenas , estava indo de vento em poupa. Tudo muito bem! Quantas nativas aquele miserável do Lévi-Strauss não comeu!?!
Eu, nem conseguir achar graça, eu consigo. Minha tolerância é nula e o senso crítico estourado. Pode correr o risco de dar uma crise de risos em mim, durante uma dança. É até bom que corta logo de vez o entusiasmo da guria!
A dança tem uma associação tremenda com a tal felicidade programada, que já foi tema de um outro Blog meu.
Lá eu digo o motivo do meu ódio pelo carnaval. O povo pode está na merda que sai para dançar e putariar. Fica parecendo àqueles desenhos que dão 'stop' na cena mais pitoresca. Como? É como acontecem com as pessoas na véspera do carnaval: elas ficam com cara de fome o ano inteiro, e quando escutam uma música da Bahia, vinda de algum Trio Elétrico, olham para o lado, sorriem, e caem na gandaia. Felicidade programada, nem pela net! ( olha aí! Isso que é uma comparação ‘nerdiana’! )
Encontrei hoje com a graciosa Michele. Sentada, quase morta, no João, ela grita: “Cattoni lunático, olha eu aqui!”
Milhares de olhos me mirando. Dei um sorriso amarelo e acenei com a mão, que mexeu centímetros, apenas.
Michele me chama para beber. Diniz, que é super sociável, nega o convite e me puxa ocultamente.
Michele deita na mesa e grita: “Cattoni lunático!” Confesso que deixei a Michele pra trás e fui embora. Eu odeio esses Spams! ( de novo! )...
....( Pause: Escuto o motoqueiro passar e jogar o meu jornal. É que eu moro no primeiro andar e a janela do meu quarto fica aberta. Bem que o jornaleiro deveria mirar e jogar dentro do meu quarto o maldito!).
O que eu estava falando mesmo? ! ( eu já havia pego o jornal ).
Me deu sono. Já são seis e pouco da manhã. Texto demorado esse! E a Chuva ainda não chegou.
Escrito por Leonardo Cattoni às 06h25
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