Meu nome é Gal!


Encerrado

O Meu nome é Gal! fechou. Já o Leonardo, com tuas anedotas, continua na ativa.

O endereço novo, com os mesmos atrativos pavorosos, fica em: http://jornaldemeiatigela.blogspot.com/

Apareçam quando quiserem.

 

Atenção: Não existe a possibilidade de ressarcimento.



Escrito por Leonardo Cattoni às 21h04
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Resolvi gastar o pouco tempo que me sobra ultimamente p´ra reler a minha coleção de e-mails. Tanto os enviados quanto os recebidos. É que tive uma crise de abstinência de leitura por e-mails.

Desmanchei um bocado de e-mails e conservei alguns. Os engraçados eu apaguei. Ria, balançava a cabeça e, sem piedade, pronto: atirava mais um pela janela. É como chutar gatos na parede.

Havia destinatários que eu não me recordava. Fazia um esforço e... nada. A insignificância me causa amnésia e nenhum arrepio.

Num vulto eu pensei em enviar algo ao destinatário desconhecido - atualmente esquecido, seu insensível! -, mas não achei assunto. Um simples “quem é você?” não resolveria, pois do outro lado poderia vim uma réplica. Ou, quem sabe, me confundir com um vírus, fazendo não valer a minha curiosidade pela nulidade. Seria um tanto desagradável. Mantive o silêncio, o desinteresse e poucas risadas sem graça. Sou cabra-cega e não quero pegar ninguém.

E-mails de 2004, de 2003, que só servem para provar que os textos se tornam, quando pobres, órfãos. Até alguns enviados por mim eram inacreditáveis. Vai ver eu estava entorpecido ou sei lá o quê. Ou será que o futuro me estragou? Culpa do presente!“Mas p´ra quem, com tamanha afinidade, eu escrevi uma tolice dessas?”. No final eu não queria saber. O que eu queria era rir de tudo aquilo que nunca, pelo hoje, me pertenceu. Eu escrevi pela fome de escrever, e hoje a azia está aí, escancarada.

Garanto que não há destinatário para este texto de agora. Fica menos engraçado, mas fico(a) eu.

Eu não nasci p´ra ser comediante.

Corta!

 



Escrito por Leonardo Cattoni às 22h42
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Aquele negócio do Stephen Kanitz é verdade. E eu, que nem em Harvard estudei! Pobre de mim, que hoje sou rico de a-e-i-o-u e nem sabia! 

Quanta tristeza me culpa da morte do menino arrastado pelo carro popular, que nem Mercedes era, e que se transformou em publicidade "moída" para hipócritas!

O que seria de um freudiano sem o Reich de amanhã?, como aquela propaganda que diz que é você "hoje", na absoluta ebriedade, sem resquício de ressaca. Nem doze anos era, cidadão, p´ra você me jogar numa certeza dessas e acabar numa novela das oito qualquer!

A publicidade do bem está exposta na advertência do mal em letras bem diminutivas. Nem o cego, passeando os teus dedos, calejados de verdade, enxerga muito bem.

Basta ler todo o espaço explorado, que contém letras, e estudar do jeito que nunca lhe ensinaste.

Ah!, diga aí, leitor: "Antes João Hélio do que eu!".



Escrito por Leonardo Cattoni às 23h31
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Letargia

Cheguei até aqui p´ra nada. Sou estéril. Avistei a inutilidade intelectual. Se eu pudesse voltar atrás, eu nunca pegaria num livro p´ra ler. Perdi. Apareceu-me "Game Over" na página seguinte, com umas figuras coloridas.

Qualquer informação hoje me deprime. Gostaria que a nossa mediocridade eficaz fosse mais escancarada. Falta-lhe uma boa agência de publicidade, já que há uma imensa incapacidade de entender que no outdoor há uma pornografia cultural sendo devorada pela incultura e receitando algo para a digestão. O subentendimento nunca foi o nosso forte. Não nego, é tudo muito engraçado, muito genial para o pouco de mim.

Contrariando o meu passado, eu quero ser feliz, gozar e vilipendiar a habilidade mental que fere a minha débil, coitada, ignorância.



Escrito por Leonardo Cattoni às 22h18
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Somos o sertão nordestino alagado

Vidas Secas, Os Sertões, Grande Sertão: a desgraça de nossa cultura sendo cultuada. Um romance estéril para o progresso. Por último, Polígono das Secas, devastando a literatura regionalista, onde afirma, com toda sua lucidez, que na literatura a vida insignificante precisa morrer.

 

Os sertanejos se absorvem na psicose coletiva. Vivem na clandestinidade. São como macacos adestrados, longe do anfiteatro circular. São fugitivos. Fogem da educação, pois são preguiçosos para o pensar. Preferem ser escravos da aclimatação e do trabalho que dispensa o mental; assim como fugiram da colonização, fogem da política atual, da economia e do progresso. São marginais. São raças inferiores, como disse o Eça: “A miscigenação é a falta de identidade”. Ignorantes. O Sertão é a parte podre do enfermo, do Brasil já condenado à bestialidade. No sertão, de tanta desgraça em sua volta, o sofrimento é amansado pela fé,

É amparado pela credulidade.

 

Forró, Mandacaru, Acarajé, Suvaco de Cobra, Lula, Xinxim de Galinha, Ferreira Gullar, Esterilidade, Padre Cícero, Inanição, Macaxeira, Poeira, Desgraça, Antônio Conselheiro, Ignorância, Incultura, fanatismo. “Terra ignota, em que se aventura um rio problemático ou idealização de corda de serras”. Quanto mais nordeste, pior. O nordestino é uma sub-raça, uma mistura de três raças: portuguesa, africana ( escravo ) e a ameríndia ( os nativos locais ).

 

O sertanejo é mesmo um homem fatigado, justamente pela preguiça intelectual. Um estrangeiro. Um alienado. Um autônomo. O Sertão é o homizio, como disse Euclídes da Cunha. “Estamos condenados à civilização”.

 

E foi do agreste nordestino que nasceu Lula. Um mensageiro nordestino enviado por Deus: o mesmo que o “esqueceu” na desgraça da seca, jogado no inabitável, com teu “horizonte invariável”, com teu aspecto primitivo. Lula é um messias. É venerado como um santo pelo atraso. Lula é um nordestino que migrou da desgraça, de teu reduto, e virou lenda. Trocou Caetés por São Bernardo e, com teu jeito simplório, conquistou a ignorância, concretizando-a, alastrando-a e provando que o Brasil é a eira do nordeste. Não seria Lula o próprio Antônio Conselheiro da atualidade?

 

Em Os Sertões, a fé contra a incredulidade é inevitável. A raça, o tempo todo, sendo questionada. “A mestiçagem extremada é um retrocesso”. O “mestiço é mesmo um histérico” ( veja os eleitores do Lula! ). É um “intruso”.

 

O incesto, por vezes, foi esquecido em os Sertões, mas como acontece na vida dos animais irracionais, é comum entre os sertanejos uma prima casar com o primo, o tio com a sobrinha. O Sertão é o resto. É o contraste sendo devorado pelo igualitarismo de uma colônia miserável. Pobreza. É a nulidade no plural.

 

É perceptível que Lula seja mesmo um campeão de votos dentro dessa nossa democracia, que hoje, adoentada, dentro de sua lamúria, clama uma ditadura qualquer. O nordestino é o retrato do brasileiro no estrangeiro. Somos os sertanejos do mundo. Lula somos nós.

Somos, todos nós, o sertão debaixo de chuva.

 



Escrito por Leonardo Cattoni às 15h17
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Segredo consumido. Parece balinha p´ra diabético.

Falta pouco. Não, falta muito. Sim: Nonada. Não: acaba sendo também.

O íntimo é bagunçado.

Quando encontra uma organização, é desagradável. Fica parecendo com algumas velhas que, sentadas na mesinha duma lanchonete, saboreando o milkshake diet, com a benção de canudinhos coloridos, e, meio sem apetite, esperam a morte chegar, conferindo o troco em moedas. Ou fica parecendo com a biblioteca desorganizada, onde os livros, organizados em ordem alfabética, adornam as prateleiras que a faxineira, incapacitada de distinguir título de autor, espana no dia da arrumação, desarrumando a vida do leitor de clássicos.

É quando só pensa no nada, assistindo o tudo sem graça pela janela, e boceja.

E a inquietude pela presença da organização desorganiza desde feto.

Organização demais faz mal.

Responda, em voz baixa, se você é perverso ou benévolo. Caso, ao responder, não pintar uma confusão, é que você se parece com a balinha p´ra diabético.

Minha dica p´ra quem freqüenta igreja é passar as tardes, de todos os dias, confessando.

"A beleza está no tumulto, na mistura do vulgar e do sublime de que os homens são feitos".



Escrito por Leonardo Cattoni às 23h10
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"É preciso exclamar p´ra que a realidade não canse..."

 

 

 

Vale, dileto amigo, vale!



Escrito por Leonardo Cattoni às 19h03
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Idílio

No quarto espelhado e lúgubre ela dança,

Nua,

Imbuindo libido

Desfila beleza na pele rubra (vitrine de tua riqueza)

Requebra poesia

Separa paixão de amor,

Puritanismo de pecado,

Puta, de mãe

E depois cola Deus no Diabo,

Brincando de ser mulher

Ri, faz caras e bocas para o espelho,

Entregando-me pela metade

Neblina delírio

Laça-me para teu ventre

Sol-menino

Pari-me entre gozos,

Sem fração

Encharca sertões

Dou carinho dado em troca de prazer emprestado

Cresce mulher e morre homem

Aia,

Aprendiz

Renasço em teus braços armilares

Feliz que me faz até o teu olhar ir dormir

Imploro,

Defloro

Torna-se mulher enquanto derrama menina

Eclipse

Estende o sorriso

Nutro desejos...

 

E a claridade é interrompida, com a ajuda das pálpebras

Sobra apenas o tudo, para o amanhã catar e guardar.

 

"A gente nem respira e a vida fica tão ontem!"

 

 

 

 

 



Escrito por Leonardo Cattoni às 22h13
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Queria eu querer mais. Querer muito, querer tanto! Contos de Sabino me deixam assim. O mundo me prepara. Ninguém me salga. Sou insípito; quando pouco, muito azedo. Homem probo me avista de longe e cospe. Palita os dentes e sai andando com tua elegância.

Queria eu querer mais. Querer sempre! Sempre muito. Muito, a qualquer hora. Leio o que escrevi, num passado distante daqui; leio o que nunca rabisquei e esqueço no próximo parágrafo do que passou em branco.

Sou filho do Hoje, e amanhã hão de me parir de novo. Morro daqui a pouco. Foi ontem?

Não me veja nestas entrelinhas. Não sou o que teus olhos, de cego, seguem. Sou vazio. Linhas, com tuas letras na desordem, constroem a língua que não é minha. Hospício é lar do meu raciocínio são; vizinho da Razão.

Leia-me. Cospe depois. Palite os dentes e saia tropeçando.



Escrito por Leonardo Cattoni às 22h34
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Somos masoquistas fiéis

Somos como mulher de malandro. Gostamos de apanhar, de ser traído, de escutar mentiras, seguido de promessas pornográficas, para, em seguida, cedermos o nosso rabo, como prova de perdão e fidelidade.

Bata na gente, Lula! Cospe na nossa cara. Pise de salto alto em nossa vergonha e nos chame de companheiro.

Deleitar-nos-emos, amém! Estamos em Lua-de-Mel. É Lula outra vez, graças a Deus! 

 



Escrito por Leonardo Cattoni às 00h39
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Eu rabisco o Blog de amor e saudades

Já fui um romântico, daqueles que só enxerga o inapreensível orgulho mórbido. Já me deixei às margens da vida nobre, para soluçar as traições, a insegurança, os abandonos. Já fui envolvido pelo ridículo que a paixão, em teu despotismo, impõe. Eu era feliz, imbatível, invencível quando as namoradinhas contornavam o meu mundo com carícias e confissões ardentes. Nenhuma mentira que a amada me sussurrava era mentira. E eu correspondia com verdades alheia.

Anotações genuínas, desesperadas, de um solitário amargurado, na última folha do caderno de matemática; e o nome da culpada lá, entre rascunhos e saudades. Passaria a limpo no próximo encontro com ela!, eu calculava. Meu caderno de matemática parecia com um diário, encharcado de graças feminis, onde linhas, carregadas de desejos, sujavam a minha responsabilidade como estudante e como macho, que se orgulha de teu pênis ereto comendo, de quatro, o mundo sensível.

No meu quotidiano havia replay, pause. As insônias cobrindo a minha noite criança; os meus sonhos, todos, vendidos a elas.

Apaixonei-me diversas vezes. Amei outras. Todas seriam a última: eu jurava, com um terço na mão e lágrimas furtivas de emoção.

Fiquei sozinho por muito tempo. Tornei-me, graças a Deus, ateu. Não havia ninguém p´ra compartilhar as noites insones, nem ninguém p´ra fazer-me rabiscar a semana no calendário para ir correndo ao encontro nos finais de semana.

Fiquei com saudades - nunca sei se é saudades ou saudade. Provavelmente eu estava rabiscando também, quando mergulhado na paixão, o caderninho de Português - desta vida de Romeu. Queria ser ridículo novamente. Queria me envolver neste desejo atroz, que só as mulheres procriam. Eu estava com fome de amar, de apaixonar, de, talvez, ser corno.

Foi quando numa noite, em que fui abandonado, conheci, sob os cacos de um homem desamparado, a mulher que me faz, aqui, rabiscar novamente.

Estou amando, apaixonado. Estou à beira do ridículo, e louco para pular. Eu sou um suicida. A vida é fúnebre sem as pieguices que o amor nos injeta na veia.

Sinto-me qualitativo e quantitativo ao mesmo tempo. Sou um p´ra mim e todos para ela.

Eu tenho sede de Juliana, sede deste mundo que a cria. Sou tudo de novo e mais um pouco, e me orgulho.

Sou de Juliana e de mais ninguém. Estou jurando amor eterno. Estou sendo um ridículo confesso para não me aprisionar novamente nesta vida sem Juliana.



Escrito por Leonardo Cattoni às 00h11
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A esperança é vencida pelo medo. Mas há intrépido

Dificilmente a sensatez doutrinará, hoje, um sessentão que já teve Cuba como modelo de civilização, que leu o Manifesto, nos áureos tempos do Comunismo, e saia fazendo serenatas sob as janelas dos burgueses, do Imperialismo; que admirava a pornografia da China sob o pornográfico do Mao, que confundia as "contas incalculáveis" de todos os volumes de O Capital aos versetos bíblicos e chamava os irmãos de camaradas; que se escondia dentro de teus aparelhos, de pijama, com medo de "pauladas" e dava lições aos caretas, em reuniões banhadas de Marlboro, Coca-Cola e Whisky, contra o Capitalismo. Hoje eu sei que é impossível. Lula é o maior exemplo dessa impossibilidade. Não por culpa dos sessentões, não; porque estes são aceitáveis. Eles têm o direito de não querer enxergar, por vergonha da moral dissolvida na derrota verídica de uma vida inteira de miopia; de assumir que o erro faz bem e é justificável, afinal sem erro, sem miséria, não há motivos para o idealismo amargurado; pois a Utopia só se firma diante a miséria, o desespero, diante o Inferno de Dante na ausência de Beatriz. O idealismo só é justificável quando na prática é impraticável. Mas, e esta juventude do "Oba-oba", do Vídeo-Game, que sequer consegue distinguir uma visão de mundo com o conhecimento, dentro da política? Eles ensinarão História aos nossos filhos.

Estamos tão atrasados que só agora a esquerda conseguiu trancar a democracia, a amordaçar a liberdade, a namorar a corrupção na praça pública sob doces e confetes, esbravejando fidelidade eterna. Somos a China de Mao já condenada ao fracasso pela atualidade, embora sejamos americanos incansáveis.

O Projeto do PT era a de reinar por mais de duas décadas, feito o Fidel com tua caduquice burguesa-esquerdista. Lula é como todo bandido profissional, que compra a tua blindagem distribuindo migalhas, esmolas, para o país - teu álibi - da inanição e ignorância. O Beira-Mar é bacana para os favelados. Quem é o Bolsa Família perto dos "presentinhos" do traficante querido! Sem a miséria a imunidade p´ra ele não existiria.

Os herdeiros acreditam na inocência do Lula. Os "filhos órfãos" dos comunas acreditam na inocência do tutor, acredite! Recebi um e-mail de um conhecido repetindo o discurso “neocínico” do Lula; dizendo que este governo cria a CPI, investiga mesmo e não esconde nada por debaixo do tapete. Ah! se não fosse o Jefferson abrindo as pernas do abandono e mostrando o útero da Corrupção para este mundo incrédulo, acreditem moçada, Lula estaria dormindo o sono dos justos com a tua Marisa sob as camisolas de seda! O que seria do Lula sem o nordeste, sem os miseráveis, os boçais, os otários, os proletariados, sem os analfabetos? Lula é um propagandista dos sonhos do ignorante. Os ignorantes crêem que Lula segue a epopéia, pois ele é um injustiçado e anda sobre as montanhas de mentira, que macularam o seu governo, como sobrevivente das calunias. E é! Lula sobrevive à custa dos míopes, dos comparsas, dos fanáticos. Lula é um mentiroso compulsivo e ninguém diagnostica a doença. Ele ainda age como se fosse da oposição. Viram-no dizendo que a nossa Justiça é lenta, burocrática? O povo não conseguiu diferenciar, pelas palavras do Lula, oposição de governo. O pior cego é o surdo.

E não se esqueça que foi montada uma manobra para protelar as investigações feitas pela Polícia Federal e pelo advogado do Lula, o "Dr. Márcio Thomaz Bastos"! São os comparsas, leitor. Lula, para os sensatos, cheira a indignação. Mas Lula, como diz Jabor, é teflon.

 

Não, eu não sou comuna, embora eu ainda conserve a última carta de Che Guevara, silenciosa, tímida, pregada dentro do armário de um pequeno-burguês. A esperança é indelével, embora o medo vença.

 

Que os sessentões comunas ensinem aos filhos e netos a não viver colecionando argumentos fajutos, assumindo o "deísmo esquerdista" vergonhoso.

 

 



Escrito por Leonardo Cattoni às 22h36
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Havia umas idéias flutuando na minha cabeça, mas elas não aterrissavam. Rabisquei no Word por diversas vezes, mas sempre achava trágico, como se eu causasse um acidente, em uma aeronave, com milhões de pessoas queridas a bordo. Até que, inesperadamente, me veio à tona, depois de um comentário de uma conhecida sobre a irmã, um texto sem ensaio algum, completando o rabisco, que tomou corpo.

 

Vários Assuntos em Um

 

Se mulher gostasse de política como gosta de novela, e os homens, como gostam de futebol, o Brasil de hoje estaria muito menos brasileiro.

Eu não gosto de futebol, e nem de novelas. Sobrou-me o tema deste. Mas, diga-se de passagem, o que vem acontecendo neste governo é uma novela sem fim, que irrita os telespectadores, com tua morosidade, sem revelações, cheia de embromações. Os petistas andavam driblando o sensato e marcando gol. Não havia zagueiros, nem goleiros. O Brasil parecia com a França: a mesma que venceu a gente, na última Copa, sem convencer ninguém. Eu adoro metáforas ordinárias, como as do meu presidente! E houve o inesperado para este Brasil de petistas: o segundo turno. O juiz apitou e marcou pênalti. Não sei em que lado está o meu time. Não sei se o Lula está no gol ou se vai chutar. A eleição ficou divertida. Os escândalos se valorizaram. O sensato, parece, vigorou. Torço contra o Lula. Torço contra os petistas. Os torcedores petistas vaiam os escândalos porque sabem, no fundo, que são “passes errados de teus zagueiros”. Choram pelos erros medíocres que os atacantes cometem, como se o jogo, os jogadores, tudo, já estivessem comprado. Como se o placar estivesse à mercê da manipulação de algum “Freud” sem psicanálise. Como se o mundo fosse cego, como se o Brasil fosse nordeste. O único que pode derrotar o Lula é o Lula. O PT marcou gol contra.

 .......................................................................................................................................................................................

Desde os meus dezesseis anos que voto. Ou seja, faz dez anos que sou eleitor. Já fui dez vezes votar com uma preguiça dominical, com ressacas medonhas. Vou sempre cabisbaixo, como se o meu voto fosse contribuir com as enfermidades que atolam o meu país, tendo a ciência da minha inutilidade. Minha animação, raquítica, me deixa atônito diante à urna, diante de tantos botões, de tantas enganações, de tantos erros, ali, fáceis de cometer. Nunca tive sorte com os meus candidatos à Presidência. Eles não sabem convencer. Eles não fizeram um curso de Artes Cênicas. Os meus candidatos não juram a utopia para um país já utópico aos olhos do estrangeiro. Não aprenderam a ser atores.

Nunca elegi nenhum presidente. Sendo assim, ninguém pode me culpar deste atraso, que infesta à terra dos tupiniquins. Não sou culpado de nada. Como não serei nos próximos quatro anos, se Lula for reeleito. Não me sinto um cidadão brasileiro.

 ........................................................................................................................................................................................

Os petistas têm vergonha de votar no Lula. Muitos já não o defendem em mesas de bares. Não têm argumentos. O único argumento é falar que todos são iguais, que Alckmin é como o Lula, que nesse negócio de política, a ética, realmente, não conta. Ou ficam calados, procurando outro assunto, enquanto roem as unhas da mão. Os eleitores do Lula votam no escuro, na caladinha, e depois, com um sorriso anêmico, vêm nos jurar, como juram amor-eterno os namorados infiéis, depois de uma traição, que não votaram no cara. O voto petista é clandestino.

 

Se Lula vencer eu rasgo o meu RG e conservo o meu Passaporte.



Escrito por Leonardo Cattoni às 00h13
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Não, eu não estava presente, tampouco contente quando a imagem da Ju se congelou e se transformou em um arquivo, quase que sem reputação. Predicado de saudades, hoje. E como rima com coração, tal partícula da anedota!  Ainda paro p´ra pensar no ontem vazio, sem remédio, sem cura, sem sorrisos sinceros. Não havia justificativa fiel para as minhas derradeiras insônias. Eu era um ser abjeto, quase sem destino colorido; que pintava vilezas nos sentimentos alheios. Fui domesticado pela puerilidade, que o amor condenou. Passo bem, pode acreditar. Ando solto, feito bicho do mato. Escuto altercações, lá no íntimo, deste sentimento que me apoderou. Às vezes luto comigo mesmo, mas perco para o legítimo que a Ju construiu. Plantei-a no interior do meu ser, e ela parece nunca mais definhar. A natureza é um dogma que contestarei sempre que a Ju crescer, dentro do meu âmago, como vem, corriqueiramente, acontecendo.

 

Lembro-me de Nabokov; por que será? Foto da Ju sem chupeta. Ela não tem cara de neném?

 



Escrito por Leonardo Cattoni às 22h39
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Deixamos de viver o hoje para viver o futuro que nos guarda o passado que nunca foi presente

O cinza se esconde atrás do Sol.

Vovó procura os óculos para procurar melhor outras coisas.

A Rua Bandeira ainda se chama Bandeira e tem a mesma ladeira, com tua descida.

As nuvens, de algodão, pintam o céu de céu.

Fred já foi travesseiro e late, quando é cachorro, na minha nostalgia pedigree.

O mundo sorri p´ra mim.

O sorriso toca canções melífluas em meu silêncio amargo.

A aferição é calculada pela inocência, sobre o corrimão, com tua interjeição íngreme.

Brota sangue dos meus machucados.

Não há dor em minha alma.

 

Hoje existem muito mais cicatrizes na minha alma do que na minha pele.

Será mesmo que na alma as feridas cicatrizam?

 

Hoje há Ju, com cheiro de natal.

Já não sei se a felicidade tem cheiro de naftalina.

 

 

PS: Gabriel me deu uma tristeza hoje. Ele é o meu passado, o meu presente e o futuro que nunca chegou. Não há passado sem futuro, há? Gabriel me presenteia também o impossível.



Escrito por Leonardo Cattoni às 23h50
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